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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Marconi Perillo despreza quilombolas

Marconi Perillo: O investimento do governo na comunidade kalunga é próximo de zero.

Por: Walter Brito

Dos 6.000 grupos de remanescentes de quilombos no Brasil, a maior comunidade pertence à Goiás, representado pelos “kalunga”. Trata-se de um povo que sobrevive há mais de 300 anos nos municípios do Nordeste Goiano: Monte Alegre, Teresina e Cavalcante. Os 8.000 remanescentes da escravidão moram em 258.000 hectares de terras demarcadas pelo Governo Federal, que teve a presença do presidente Lula no ato de posse.

Entretanto, o poder público do Estado de Goiás não tem nenhuma preocupação com aquela comunidade, onde a saúde pública é precária, a educação sobrevive a duras penas, com a ausência de professores qualificados para manter as tradições históricas do referido quilombo. Os investimentos do governador Marconi Perillo na maior comunidade quilombola no Brasil, é próximo de zero.

Vale relembrar, que em 1804 a população do Estado de Goiás era formada por 86% do povo afro-brasileiro, o que mostra de forma clara, que a construção do Estado se deu efetivamente por meio do trabalho do povo negro. Entre os estados brasileiros, o menor salário do cidadão de classe média refere-se aos salários recebidos pelo homem e mulher negra do Estado de Goiás. Estes recebem de acordo com fontes do IBGE, em média R$ 990,00 e R$ 670,00 respectivamente. No mesmo estado, o homem branco e a mulher branca recebem R$ 1937,00 e R$ 1600,00 respectivamente.

Vale ressaltar, que o governo Marconi Perillo, não tem nenhum secretário afro-brasileiro na sua equipe. Além disso, na maioria dos estados brasileiros existe uma secretaria para cuidar da promoção e da igualdade racial. Em Goiás, existe apenas um departamento vinculado à Secretaria de Cultura, sem a menor estrutura para o exercício do serviço público. Inoperante e com pouquíssimas ações em prol da negritude goiana, o referido departamento não tem sequer acomodações para receber os seus líderes estaduais. Comentam lideranças do Movimento Negro de Goiás, que é de fato um desprezo muito grande para quem um dia representou 86% da população, e, ajudou a construir com o seu próprio sangue, o estado que hoje tem um dos maiores PIBs da agricultura do país.

A respeito da expressiva população negra de Goiás, ainda existem municípios como Flores de Goiás, com população negra próxima de 90%. A respeito desse município, alguns moradores são categóricos em afirmar que Marconi Perillo sempre desprezou o povo de Flores de Goiás. No seu périplo político, com o propósito de viabilizar sua reeleição, o governador Marconi Perillo (PSDB) esteve recentemente visitando cidades do Entorno e do Nordeste Goiano. O único município em que Perillo cancelou sua agenda, foi exatamente em Flores de Goiás. Alegam os florenses, que Marconi odeia ver o povo alegre da cidade, dançando “Sussa” durante os festejos da tradicional romaria de Nossa Senhora do Rosário. Informam também os florenses, que além de não gostar de afrodescendentes, o governador nunca se importou em reverter a baixa votação que sempre obteve nas urnas, naquele município localizado às margens do Rio Paranã. Por outro lado, o velho cacique da política goiana, Iris Rezende Machado, é recebido com muitas deferências na cidade e no campo, inclusive lhe estendem um tradicional tapete vermelho, que segundo informações colhidas pela reportagem, até hoje é guardado com muito cuidado na residência de um líder local.

Entendemos como reza a constituição, que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza [...] (art. 5º caput)”.

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