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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mulher de Pimentel foi centro das investigações da Polícia Federal

Anacrônimo: para a PF Fernando Pimentel (PT) pode ter recebido “vantagens indevidas” por meio de contratos de empresa de sua esposa.


Na avaliação da PF, os atos cometidos por Pimentel e Carolina podem configurar “corrupção passiva, participação em organização criminosa e lavagem de capitais”.


PF investiga pagamentos a mulher de governador de MG. Reprodução.
PF investiga pagamentos a mulher de governador de MG. Reprodução.

Pimentel pode ter recebido vantagens por meio da primeira-dama, diz polícia

Firma da mulher de ex-ministro de Dilma recebeu valores de empresas que tinham interesses no BNDES

A Polícia Federal suspeita que o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), pode ter recebido “vantagens indevidas” e “valores ocultos” por intermédio de contratos obtidos pela empresa de sua mulher, Carolina Oliveira.

Na avaliação da PF, os atos cometidos por Pimentel e Carolina podem configurar “corrupção passiva, participação em organização criminosa e lavagem de capitais”.

A Oli Comunicação, que pertence à primeira-dama, recebeu pagamentos entre 2012 e 2014 de empresas que “mantinham relações” ou tinham “interesses” no BNDES, segundo a polícia.
O banco é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, pasta chefiada pelo petista no mesmo período, o primeiro mandato de Dilma Rousseff. Carolina chegou a assumir a assessoria da pasta à época.

Nesta quinta (25), a PF deflagrou a segunda etapa da Operação Acrônimo, criada após a polícia apreender, durante as eleições do ano passado, R$ 113 mil em espécie dentro de um avião que acabara de pousar em Brasília vindo de Belo Horizonte.

Na aeronave estava o empresário do setor gráfico Benedito Rodrigues, amigo de Pimentel. Bené, com é conhecido, foi preso na primeira fase da operação, em maio, mas acabou solto logo depois.
Para a polícia, ele pode ter operado um esquema de caixa dois para beneficiar a campanha vitoriosa de Pimentel ao governo de Minas além de ter bancado a estadia de três dias do petista e da mulher em um resort na Bahia, em 2013, pelo valor R$ 12,7 mil.

Nesta quinta, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Herman Benjamin autorizou mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo e mandou abrir inquérito para investigar Pimentel. Ele barrou, no entanto, a entrada de agentes na residência oficial do governador e em seu gabinete, como chegou a ser solicitado.

Na representação enviada à Justiça, a PF informou que a Oli Comunicação e empresas que trabalhavam em parceria com a agência da primeira-dama receberam cerca de R$ 3,6 milhões entre 2012 e 2014.
A Polícia Federal encontrou planilhas que apontam os grupos Marfrig e Casino (controlador do Pão de Açúcar) como responsáveis por pagamentos de R$ 595 mil e R$ 363 mil, respectivamente.

“É razoável inferir-se que pode ter havido simulação de contratação da Oli Comunicação pelo Grupo Casino e pelo Marfrig Global Foods, a fim de repassar valores que, em última análise, poderiam ter como destinatário o então Ministro de Estado titular do MDIC”, sustenta a PF.

Segundo a defesa de Pimentel e Carolina, no entanto, esses pagamentos foram feitos na realidade para a MR Consultoria, empresa do consultor Mário Rosa, próximo de Pimentel.

TRIANGULAÇÃO

A Oli e a MR também assinaram contratos de prestação de serviço e, para a PF, houve triangulação de pagamentos para beneficiar a firma de Carolina. Ou seja, a MR pode ter recebido de empresas e ter repassado os valores para a Oli.

A PF também fez buscas na agência Pepper, que repassou ao menos R$ 230 mil à Oli logo após receber do BNDES para “produção e manutenção de um hot site e peças para internet da campanha “Conte com o BNDES”, em 2013.

A Pepper presta serviços para o PT. Em 2010, ganhou R$ 6,5 milhões da campanha de Dilma à Presidência.

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